Criança
Qualquer pessoa com menos de 13 anos. Adolescentes de 13 anos ou mais não são cobertos pela COPPA, embora leis estaduais possam protegê-los.
Guia · Lei federal dos Estados Unidos
A COPPA protege os dados de crianças com menos de 13 anos nos Estados Unidos. Em 2025 a FTC atualizou as regras e passou a exigir consentimento separado dos pais para repassar dados a terceiros, inclusive para publicidade. Veja quem precisa seguir a lei e como marcar o conteúdo no AdSense e no Ad Manager.
O que é
A Children's Online Privacy Protection Act, ou COPPA, é uma lei federal dos Estados Unidos de 1998. Quem fiscaliza e escreve as regras detalhadas é a FTC, a Comissão Federal de Comércio. A regra da FTC vale desde 2000, foi ampliada em 2013 e passou pela maior atualização em 2025.
A lei vale para quem opera sites, aplicativos e serviços online comerciais dirigidos a crianças com menos de 13 anos e que coletam dados pessoais delas. Vale também para sites de público geral que sabem, de fato, que estão coletando dados de uma criança, por exemplo quando o próprio usuário informa a idade.
Empresas de anúncios, plugins e outros terceiros também entram quando sabem que estão coletando dados de usuários de um site dirigido a crianças. E sites de fora dos Estados Unidos precisam seguir a lei quando são dirigidos a crianças americanas ou quando sabem que coletam dados delas.
Para quem vive de anúncios, o ponto central é este: num site dirigido a crianças, o identificador de um cookie ou de um aparelho é dado pessoal. Usá-lo para anúncios personalizados exige consentimento verificável dos pais.
Checklist
O que a COPPA, a regra da FTC e o Google pedem de um site dirigido a crianças ou que sabe que coleta dados de menores de 13 anos.
Publique uma política de privacidade clara e completa sobre como o site trata dados de crianças.
Antes de coletar dados pessoais de uma criança, avise os pais diretamente e obtenha o consentimento verificável deles, salvo nas exceções da regra.
Desde a regra de 2025, repassar dados da criança a terceiros, inclusive para anúncios direcionados, exige um consentimento dos pais separado dos demais.
Cookies e IDs de aparelho são dados pessoais, e só dispensam consentimento quando usados para operações internas, nunca para anúncio comportamental. O Google também proíbe anúncios personalizados para menores de 13 anos conhecidos e em sites voltados a eles.
Informe um site infantil pelo Search Console ou marque cada bloco com o tratamento por idade. Com o valor 1, o Google desliga anúncios personalizados e remarketing.
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data-ad-client="ca-pub-0000000000000000"
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data-tag-for-age-treatment="1"></ins>Os pais podem ver os dados do filho, pedir a exclusão e impedir novos usos e coletas. Ofereça um caminho simples para isso.
Guarde os dados só pelo tempo necessário para a finalidade e apague com segurança depois. A regra de 2025 proíbe guardar por tempo indeterminado.
Mantenha os dados confidenciais e seguros, inclusive ao repassá-los. Não exija da criança mais dados do que o necessário para participar de uma atividade.
Na prática
Ferramentas oficiais
Para a COPPA o Google não pede CMP certificada, e o que ele oferece é a marcação de tratamento por idade, então os links abaixo levam a ela e à FTC.
Definições
A COPPA é aplicada a partir destas definições. Errar uma delas costuma ser a origem dos problemas.
Qualquer pessoa com menos de 13 anos. Adolescentes de 13 anos ou mais não são cobertos pela COPPA, embora leis estaduais possam protegê-los.
A FTC olha o conjunto: tema, visual, personagens animados, atividades infantis, música, idade de modelos, anúncios do site e, desde 2025, materiais de marketing e avaliações.
Site dirigido a crianças que não tem crianças como público principal. Desde 2025 tem definição própria e pode perguntar a idade antes de coletar dados.
Nome, endereço, e-mail, telefone, foto, voz, localização, identificadores persistentes como cookies e IDs de aparelho e, desde 2025, dados biométricos e documentos oficiais.
Usos que dispensam consentimento dos pais, como manter o site funcionando, segurança, limitar a frequência de anúncios e anúncios contextuais. Anúncio comportamental não entra.
Quando o site sabe que o usuário tem menos de 13 anos, por exemplo pela idade informada num cadastro. A partir daí, a COPPA vale para aquele usuário.
Consentimento e direitos dos pais
Antes de coletar, usar ou divulgar dados pessoais de uma criança, o site precisa avisar os pais diretamente e obter o consentimento verificável deles. Verificável quer dizer que o site toma medidas razoáveis para confirmar que quem autoriza é mesmo um adulto responsável, por exemplo com formulário assinado, transação com cartão, ligação ou videochamada com equipe treinada ou conferência de documento.
A regra de 2025 trouxe uma mudança importante para a publicidade. Repassar dados da criança a terceiros, inclusive para anúncios direcionados, passou a exigir um consentimento separado dos pais, a menos que o repasse seja parte essencial do serviço. Os pais podem autorizar a coleta e recusar o repasse.
Há exceções em que o consentimento não é exigido, como responder uma única vez a um pedido da criança e apagar o contato em seguida, ou usar identificadores persistentes só para operações internas do site. Anúncios contextuais e limite de frequência entram nessa exceção; perfis e remarketing não.
Os pais podem, a qualquer momento, ver os dados que o site guarda sobre o filho, pedir a exclusão, revogar o consentimento e impedir novas coletas. O site precisa oferecer um caminho simples para esses pedidos.
Tipos de site
Os dois tipos estão sujeitos à COPPA. A diferença está no que o site pode fazer antes de saber a idade de quem chegou.
Sites de desenhos para colorir, jogos infantis e vídeos para os pequenos. A FTC presume que todo visitante pode ser criança.
Sites para a família ou com parte do conteúdo infantil, em que crianças não são o público principal.
Obrigações
A maior parte das regras atualizadas passou a ser exigida em 22 de abril de 2026.
Publicar um aviso claro sobre os dados que coleta de crianças, como usa, com quem compartilha e quais são os direitos dos pais.
Explicar aos pais, antes da coleta, o que será coletado e pedir o consentimento, inclusive o separado para repasse a terceiros.
Ter uma política escrita de retenção de dados de crianças, publicada no aviso, e guardar os dados só pelo tempo necessário.
Manter um programa escrito de segurança da informação proporcional ao tamanho do site e à sensibilidade dos dados.
Não condicionar a participação da criança num jogo ou concurso à entrega de mais dados do que o necessário.
Garantir que os parceiros que recebem dados mantenham confidencialidade e segurança, e saber quais tags rodam nas páginas infantis.
Fiscalização e multas
A FTC e os procuradores-gerais dos estados podem processar quem viola a COPPA. A multa é calculada por violação, e os valores somados ficam altos.
O teto da multa civil é corrigido pela inflação. Em 2025 passou a 53.088 dólares para cada violação.
O Google e o YouTube pagaram 170 milhões de dólares à FTC e ao estado de Nova York por coletar dados de crianças em canais infantis sem consentimento dos pais.
A empresa do Fortnite aceitou pagar 275 milhões de dólares por violar a COPPA, a maior multa já aplicada por violação de uma regra da FTC.
Em setembro de 2025, a Disney aceitou pagar 10 milhões de dólares por não marcar corretamente como feitos para crianças vídeos publicados no YouTube.
Linha do tempo
As datas que mais pesam para quem tem conteúdo infantil com público americano.
O Congresso aprova a COPPA e encarrega a FTC de escrever as regras.
A primeira versão da regra da FTC passa a valer.
Cookies e identificadores persistentes passam a ser dado pessoal, e redes de anúncios ficam sujeitas à lei.
Acordo de 170 milhões de dólares leva o YouTube a exigir que criadores marquem vídeos feitos para crianças.
A FTC anuncia a regra atualizada, com consentimento separado para repasse a terceiros e limites de retenção.
As mudanças passam a valer, publicadas no Federal Register em 22 de abril de 2025.
Termina o prazo para a maior parte das empresas se adaptar às novas exigências.
Para quem tem AdSense ou Ad Manager
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style="display:block"
data-ad-client="ca-pub-0000000000000000"
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data-tag-for-age-treatment="1"></ins>Na prática
Exemplos comuns em sites brasileiros de atividades infantis, jogos e vídeos que recebem visitantes dos Estados Unidos.
Erros comuns
Falhas frequentes em sites com conteúdo para crianças e público americano.
Um site brasileiro de atividades infantis com muitos visitantes dos Estados Unidos pode ser considerado dirigido a crianças americanas.
As marcações TFCD e TFUA foram aposentadas pelo Google. Código antigo precisa migrar para a marcação de tratamento por idade.
Escrever nos termos que o site é para maiores de 13 não muda nada se o conteúdo, o visual e o público são infantis.
Marcar o Google como infantil e deixar pixels de redes sociais e outras redes de anúncios coletando identificadores nas mesmas páginas.
Pedir nome completo, foto ou cidade para a criança participar exige consentimento dos pais e viola o princípio de coletar o mínimo.
Desde 2026, o aviso precisa trazer a política escrita de retenção de dados de crianças. Muitos avisos ainda não têm.
No ConsentMode
Vale se o site for dirigido a crianças nos Estados Unidos ou se você souber que coleta dados de crianças americanas. Um site de atividades infantis em inglês com público americano é o caso típico.
Pode. Marcando o conteúdo como infantil, o Google exibe anúncios sem personalização e sem remarketing. A receita por visita costuma ser menor, mas o site continua monetizando dentro da lei.
Consentimento separado dos pais para repassar dados a terceiros, inclusive para anúncios direcionados, política escrita de retenção, programa escrito de segurança, definição de público misto e inclusão de biometria entre os dados pessoais.
Não. A COPPA vale para menores de 13 anos. Algumas leis estaduais protegem adolescentes, e o Google oferece o valor de adolescente na marcação por idade para quem precisar.
Não. A marcação cuida dos anúncios do Google. Outras redes, pixels, analytics e formulários do site também precisam respeitar a lei, e o Google lembra que as ferramentas dele não substituem as obrigações legais do editor.
A FTC, que pode pedir multas na Justiça, e os procuradores-gerais dos estados, que também podem processar em nome dos moradores.
Biblioteca
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