GPP string
O código completo, com um cabeçalho e uma ou mais seções. É o que viaja junto com os pedidos de anúncio.
Guia · Padrão do setor
O GPP junta num único código as escolhas de privacidade que cada lei pede, dos estados americanos ao Canadá e à Europa. Aqui você entende como ele funciona, o que o Google lê e quando o seu site precisa dele.
O que é
O GPP é um protocolo da IAB Tech Lab, a entidade técnica da indústria de anúncios. Ele nasceu como Global Privacy Platform e hoje aparece no site oficial como Global Privacy Protocol. A sigla continua a mesma.
A ideia é simples. Cada lei de privacidade pede informações diferentes. A Califórnia fala em venda e compartilhamento de dados. Outros estados falam em publicidade direcionada. A Europa fala em consentimento por finalidade. O GPP guarda tudo isso num só código, a GPP string, dividido em seções.
O banner de privacidade do site, a CMP, monta essa string conforme a região e a escolha do visitante. Depois, o código de anúncios envia a string para as plataformas, que leem apenas a seção que vale para aquele visitante.
Assim como o TCF, o GPP não é lei. É uma ferramenta técnica para levar a escolha do visitante até os parceiros de anúncios de forma padronizada.
Checklist
O GPP não é lei, então estes pontos vêm das leis estaduais dos EUA e do que o Google pede para ler o sinal.
Na Califórnia, a empresa que vende dados pessoais precisa de um link claro e visível chamado Do Not Sell or Share My Personal Information. A mensagem de regulamentações estaduais do Google cria esse link.
Rodapé para visitantes dos EUA com o link Do Not Sell or Share My Personal Information.
Na Califórnia, o sinal Global Privacy Control enviado pelo navegador deve ser respeitado como pedido válido para parar a venda ou o compartilhamento de dados.
Quando o navegador manda o GPC, a CMP grava a recusa na GPP string sem pedir clique.
O Google liga o processamento restrito de dados quando a string mostra recusa de venda, compartilhamento ou publicidade direcionada. Se o clique não muda a string, a recusa não chega ao Google.
O Google aceita no GPP a seção nacional dos EUA e as seções da Califórnia, Colorado, Connecticut, Flórida e Virgínia. Ele não aceita a seção de Utah, o TCF canadense nem a versão 1.0 do GPP.
Para visitantes do EEE, Reino Unido e Suíça, o Google continua usando o TCF da IAB Europe com CMP certificada. A TC string europeia dentro do GPP não é aceita.
O Google recebe a string no parâmetro gpp e o número das seções no parâmetro gpp_sid. Confira se os parceiros de header bidding também recebem os dois.
No pedido de anúncio de um visitante com a seção nacional, o parâmetro gpp_sid traz o número 7.
O Google não exige GPP nem CMP para os estados dos EUA. Quem tem link de recusa próprio pode ligar o processamento restrito direto na tag do Ad Manager para quem recusou.
googletag.pubads().setPrivacySettings({
restrictDataProcessing: true
});A IAB descontinuou o US Privacy String em janeiro de 2024. O Google ainda lê esse sinal, mas recomenda migrar para o GPP.
Na prática
Ferramentas oficiais
O Google não exige CMP certificada nem GPP para os estados dos EUA, então use estas páginas oficiais para gerar o sinal e mostrar a recusa.
Definições
Seis conceitos explicam quase tudo o que acontece com o GPP num site.
O código completo, com um cabeçalho e uma ou mais seções. É o que viaja junto com os pedidos de anúncio.
A primeira parte da string. Diz quais seções vêm dentro dela, para que cada parceiro encontre a que precisa.
O bloco de uma jurisdição, como a seção nacional dos EUA ou a de um estado. Cada uma tem um número e um nome curto.
A lista dos números das seções que valem para aquele pedido. Vai junto com a string para o parceiro saber qual ler.
O comando padrão da CMP na página. Os scripts de anúncios perguntam por ele se a string está pronta e qual é o conteúdo.
Contrato multiestadual da IAB para transações de anúncios nos EUA. A seção nacional tem campos que indicam se a transação está coberta por ele.
As seções
A lista oficial de seções fica no repositório da IAB Tech Lab e cresce conforme novas leis entram em vigor.
Leva a TC string europeia dentro do GPP. Útil para parceiros que leem tudo pelo GPP, mas o Google não aceita esse caminho para visitantes europeus.
Versão canadense do TCF, criada pela IAB Canada para as regras de consentimento do país.
O antigo sinal da Califórnia, também chamado de string de quatro letras. Continua na lista, mas foi descontinuado pela IAB.
Uma seção que cobre as leis estaduais de forma unificada. Muitas CMPs usam só ela para todos os estados.
Blocos próprios de estados como Califórnia, Virgínia, Colorado, Connecticut, Texas, Oregon e outros. A lista oficial tem 20.
A seção nacional pode levar junto o aviso de que o navegador enviou o Global Privacy Control, o sinal de recusa automática.
A quem se aplica
O GPP faz mais diferença para sites com visitantes dos Estados Unidos que exibem anúncios programáticos. É por ele que as plataformas ficam sabendo se o visitante pediu para não ter os dados vendidos, compartilhados ou usados em publicidade direcionada.
Se o seu público é quase todo brasileiro, o GPP tem pouco efeito. A LGPD não usa esse padrão e o Google não pede GPP para visitantes do Brasil. Ainda assim, vale configurar a CMP por região para que o público dos EUA receba o sinal certo.
Para a Europa, o GPP não substitui o TCF no Google. O Ad Manager não aceita a TC string europeia enviada dentro do GPP para visitantes do EEE, Reino Unido e Suíça. Nessas regiões, a CMP certificada com TCF continua obrigatória para anúncios personalizados.
Quem fiscaliza as leis por trás do GPP são as autoridades de cada país ou estado, como os procuradores-gerais dos estados americanos. O GPP em si não aplica multa. Ele é a prova técnica de que a escolha do visitante foi levada adiante.
Direitos do visitante
A seção usnat guarda dois tipos de informação. O primeiro é se o site avisou o visitante: aviso de compartilhamento, aviso de venda, aviso de publicidade direcionada e avisos sobre dados sensíveis.
O segundo é o que o visitante decidiu. Há campos para recusa da venda de dados, recusa do compartilhamento, recusa da publicidade direcionada, uso de dados sensíveis e consentimento para dados de crianças.
Esses campos refletem os direitos que as leis estaduais dão às pessoas. Quando um visitante clica em Não vender ou compartilhar minhas informações, a CMP muda o campo correspondente e todos os parceiros recebem a recusa no próximo pedido de anúncio.
A seção também indica se a transação está coberta pelo contrato MSPA e pode trazer o valor do Global Privacy Control enviado pelo navegador.
Como implementar
// Pergunta à CMP se a GPP string está pronta
__gpp('ping', function (data, ok) {
if (!ok) return;
console.log('status:', data.signalStatus); // 'ready' ou 'not ready'
console.log('seções:', data.applicableSections); // ex.: [7]
console.log('string:', data.gppString);
});AdSense e Ad Manager
O Ad Manager recebe a string em dois parâmetros do pedido de anúncio: gpp, com a string, e gpp_sid, com os números das seções. A tag do Google cuida disso quando a CMP expõe a API padrão.
Dentro do GPP, o Ad Manager aceita a seção nacional dos EUA e as seções da Califórnia, Colorado, Connecticut, Flórida e Virgínia. Ele não usa o GPP para o TCF europeu, o TCF canadense e a seção de Utah.
Quando a string mostra uma recusa, o Google liga o processamento restrito de dados. Na seção nacional, isso acontece com recusa de venda, compartilhamento ou publicidade direcionada. O anúncio continua sendo exibido, mas sem personalização com base nos dados daquele visitante.
O Google não exige que o editor assine o MSPA. O Ad Manager participa do programa de parceiros certificados do MSPA. Desde setembro de 2025, o Google aceita a segunda versão da seção nacional e continua aceitando a primeira.
Linha do tempo
O padrão é atualizado sempre que novas leis estaduais entram em vigor.
A IAB Tech Lab publica a especificação final da GPP string e a primeira versão da API das CMPs.
A seção usnat é lançada para reunir as leis estaduais num único bloco.
A API passa a responder por funções de retorno, e alguns comandos antigos são retirados.
A IAB descontinua o antigo sinal da Califórnia. O Google segue lendo esse sinal, mas o caminho recomendado passa a ser o GPP.
O Ad Manager passa a ler a segunda versão da seção nacional, sem deixar de aceitar a primeira.
As seções de Maryland, Indiana, Kentucky e Rhode Island são finalizadas depois da consulta pública.
A especificação é atualizada para a versão mais recente do contrato multiestadual.
Erros comuns
Quase todos passam despercebidos, porque o banner continua aparecendo normalmente.
O visitante clica em não vender, mas a GPP string continua igual. Para os parceiros, a recusa nunca aconteceu.
A CMP manda a TC string apenas pelo GPP. O Google não aceita esse caminho para o EEE, Reino Unido e Suíça, e os anúncios ficam limitados.
A string chega, mas a lista de seções não bate com o conteúdo. O parceiro não sabe qual bloco ler.
O código de anúncios dispara antes da CMP ficar pronta. Os primeiros pedidos saem sem nenhum sinal de privacidade.
A tag do Google recebe a string, mas os parceiros de header bidding não. Parte do leilão ignora a recusa do visitante.
O navegador envia o Global Privacy Control, mas a CMP não registra a recusa. Em vários estados, isso é tratado como recusa válida.
Na prática
Exemplos práticos para quem tem tráfego dos Estados Unidos e de outros países.
No ConsentMode
Não. O TCF é o padrão europeu de consentimento. O GPP é um envelope que pode levar o TCF e os sinais de outras leis. No Google, a Europa continua usando o TCF direto, e o GPP serve principalmente para os EUA.
Só se você tem visitantes dos Estados Unidos e quer que a recusa deles chegue aos parceiros de anúncios. Para o público brasileiro, o GPP não é exigido pelo Google.
É o caminho indicado pela IAB, que descontinuou a string antiga em janeiro de 2024. O Google ainda lê a string antiga, então a troca pode ser planejada com calma.
O Google não exige que o editor assine. Se outros parceiros pedirem, avalie com o jurídico. O MSPA é um contrato, não uma configuração técnica.
Não. O Google continua exibindo anúncios, mas sem usar os dados daquele visitante para personalização. A receita por visita costuma ser menor.
Abra o console do navegador e use o comando ping da API __gpp, como no exemplo deste guia. Ou rode uma auditoria do ConsentMode, que mostra a string e as seções.
Biblioteca
Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:
A auditoria lê a GPP string como um visitante dos EUA e mostra o que corrigir, sem alterar nada.