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Guia · Finanças e crédito

Sites de finanças e crédito: confiança antes da receita

Finanças é um dos assuntos em que o Google mais exige precisão, porque um texto errado pode prejudicar a vida de alguém. Este guia mostra o que derruba sites de crédito, cartões e benefícios: promessas de aprovação, páginas que parecem do governo, afiliados escondidos e formulários que coletam dados sem cuidado.

  • ✓Baseado nas políticas oficiais do Google
  • ✓Exemplos reais de títulos e páginas
  • ✓Leitura sem alterar o site
60dias ou menos de prazo: empréstimo pessoal com esse prazo não pode ser anunciado no Google Ads
36%taxa anual (APR) a partir da qual o Google Ads não aceita anúncio de empréstimo pessoal nos EUA
2023ano em que o Google passou a exigir verificação de serviços financeiros de anunciantes no Brasil
4sinais de consentimento do Google Consent Mode v2

Por que é diferente

Dinheiro é assunto de alto risco para o Google

O Google chama de Your Money or Your Life, ou YMYL, os temas que podem afetar de forma séria a vida, a saúde ou o dinheiro das pessoas. Crédito, cartões, investimentos e benefícios sociais estão nesse grupo. Para eles, o Google dá ainda mais peso à confiança: quem escreveu, de onde vem a informação e por que a página existe.

Para quem monetiza, isso aparece de duas formas. A primeira são as políticas para editores, que proíbem promessas falsas, esquemas de dinheiro fácil e páginas que fingem ter vínculo com um banco ou órgão público. A segunda é o próprio leilão: anunciantes de finanças passam por regras rígidas no Google Ads, e muitos evitam sites que parecem pouco confiáveis.

Na prática, um site de finanças saudável explica, compara e orienta. Ele não promete aprovação, não pede dados sem motivo e deixa claro quem está por trás de cada recomendação.

Onde mora o risco

Os quatro problemas que mais aparecem em sites de crédito

Todos estão ligados a políticas do Google para editores ou às regras que os anunciantes de finanças seguem.

Promessa de aprovação

Títulos como empréstimo aprovado na hora ou cartão sem consulta garantido são alegações enganosas. A política de práticas enganosas cita esquemas de dinheiro fácil como exemplo.

Cara de órgão público

Página de benefício que usa brasão, cores e linguagem de governo sem ser oficial esconde quem é o editor e finge um vínculo que não existe.

Afiliado escondido

Recomendar um cartão porque o site ganha comissão, sem avisar, mina a confiança do leitor. Diga quando há parceria e por que o produto foi escolhido.

Formulário que coleta demais

Pedir CPF, renda e telefone só para mostrar um artigo expõe dados pessoais. A LGPD e o GDPR exigem finalidade clara e transparência sobre quem recebe os dados.

Títulos e chamadas

O que pode e o que não pode em um site de finanças

Compare as duas colunas. A diferença quase sempre está na promessa.

Pode

  • Como funciona o empréstimo consignado e quem pode pedir
  • Comparativo de cartões com anuidade, taxas e requisitos
  • Passo a passo para consultar um benefício no aplicativo oficial
  • Simulação com aviso de que o valor final depende da análise do banco
  • Aviso no topo: este site recebe comissão de alguns parceiros
  • Página Quem somos com responsável, endereço e contato

Não pode

  • Empréstimo aprovado na hora, mesmo com nome sujo
  • Saque liberado: confira se você tem dinheiro esquecido
  • Página de inscrição em programa social que não é do governo
  • Botão Liberar meu benefício que leva a uma oferta paga
  • Formulário pedindo CPF e senha para ver uma matéria
  • Ganhe mil reais por dia sem sair de casa

Benefícios e governo

Páginas de benefício: o tema que mais gera aviso grave

Conteúdo sobre programas sociais atrai muito tráfego, e por isso virou alvo de páginas que imitam o governo. A política de representação enganosa do Google proíbe esconder quem é o editor e sugerir um vínculo com uma organização que não existe.

No Google Ads, a política de documentos e serviços governamentais restringe anúncios de programas de assistência e benefícios a governos e fornecedores autorizados. Na Pesquisa, o Google acrescenta o aviso Não é um site do governo a anúncios desse tipo de quem não é certificado. Se você compra tráfego para essas páginas, a regra pesa dos dois lados.

Explicar um benefício é permitido e útil. O caminho seguro é dizer no topo que o site é independente, mandar o leitor para o canal oficial e nunca simular cadastro, consulta de saldo ou liberação de valores.

Erros comuns

Seis erros que tiram anúncios de sites de finanças

Cada um tem uma correção direta, sem precisar refazer o site.

Título que garante resultado

Troque aprovado na hora por como aumentar suas chances. A página precisa entregar exatamente o que o título promete.

Botão falso de liberação

Botões como Ver meu saldo que abrem anúncio ou oferta enganam o leitor e somam cliques inválidos.

Autor sem nome

Em temas de dinheiro, mostrar quem escreveu e revisou o texto é parte da confiança que o Google procura.

Taxas desatualizadas

Juros e condições mudam. Data de atualização e link para a fonte oficial evitam informação errada.

Pixel antes do consentimento

Formulários de simulação costumam carregar pixels de anúncio. Para visitantes da Europa, eles só podem gravar cookies depois da escolha no banner.

Política de privacidade genérica

A página precisa dizer quais dados o formulário coleta, para quê e com quais parceiros eles são compartilhados.

Na prática

Um portal de crédito que trocou promessa por orientação

Antes

Os títulos falavam em cartão aprovado sem consulta. Uma página sobre benefício usava o brasão oficial e um botão Consultar meu benefício que abria um formulário pedindo CPF e telefone. Os links de afiliado não tinham aviso.

Depois

Os títulos passaram a explicar requisitos e chances. A página de benefício ganhou o aviso de site independente e um link para o canal oficial. O formulário saiu, os links de parceiros ganharam aviso e a política de privacidade foi reescrita.

O conteúdo continuou atraindo quem procura crédito, mas agora o leitor sabe com quem está falando. Isso reduz o risco de violação por práticas enganosas e de representação enganosa, e deixa o site mais atraente para anunciantes de finanças que avaliam onde seus anúncios aparecem.

No ConsentMode

O que a auditoria confere em sites de finanças

  • Procura títulos que prometem aprovação, liberação de valores ou ganho garantido
  • Marca páginas com cara de órgão público, brasões e botões de falsa consulta
  • Confere se a página de privacidade, o Quem somos e o contato estão completos
  • Verifica se pixels e cookies de anúncio são gravados antes do consentimento
  • Aponta botões e formulários colados em blocos de anúncio

Perguntas frequentes sobre finanças

Posso escrever sobre empréstimos e cartões?

Pode. O conteúdo financeiro é bem-vindo quando explica, compara e orienta. O problema está em prometer aprovação, esconder custos ou fingir ser um banco ou órgão público.

As regras de empréstimo do Google Ads valem para o meu site?

Elas valem para quem anuncia. Mas, se você compra tráfego no Google Ads para suas páginas, elas se aplicam a você. E saber o que os anunciantes podem prometer ajuda a escrever títulos que não passam do ponto.

Preciso avisar que uso links de afiliado?

É a forma mais segura. O Google valoriza páginas que deixam claro quem está por trás do conteúdo e por que ele existe, e o aviso evita que o leitor se sinta enganado.

Posso ter formulário de simulação no site?

Pode, desde que peça só os dados necessários, explique a finalidade, informe com quem os dados serão compartilhados e respeite o consentimento antes de carregar pixels de anúncio.

O ConsentMode diz se meu site será aprovado?

Não. A auditoria mostra o que vai contra as políticas e como corrigir, mas a decisão é sempre do Google.

Biblioteca

Fontes oficiais

Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:

Veja o que o Google pode encontrar no seu site de finanças

A auditoria analisa o site como um visitante, sem alterar nada, e entrega um plano de correção por página.

Auditar meu site