Promessa de aprovação
Títulos como empréstimo aprovado na hora ou cartão sem consulta garantido são alegações enganosas. A política de práticas enganosas cita esquemas de dinheiro fácil como exemplo.
Guia · Finanças e crédito
Finanças é um dos assuntos em que o Google mais exige precisão, porque um texto errado pode prejudicar a vida de alguém. Este guia mostra o que derruba sites de crédito, cartões e benefícios: promessas de aprovação, páginas que parecem do governo, afiliados escondidos e formulários que coletam dados sem cuidado.
Por que é diferente
O Google chama de Your Money or Your Life, ou YMYL, os temas que podem afetar de forma séria a vida, a saúde ou o dinheiro das pessoas. Crédito, cartões, investimentos e benefícios sociais estão nesse grupo. Para eles, o Google dá ainda mais peso à confiança: quem escreveu, de onde vem a informação e por que a página existe.
Para quem monetiza, isso aparece de duas formas. A primeira são as políticas para editores, que proíbem promessas falsas, esquemas de dinheiro fácil e páginas que fingem ter vínculo com um banco ou órgão público. A segunda é o próprio leilão: anunciantes de finanças passam por regras rígidas no Google Ads, e muitos evitam sites que parecem pouco confiáveis.
Na prática, um site de finanças saudável explica, compara e orienta. Ele não promete aprovação, não pede dados sem motivo e deixa claro quem está por trás de cada recomendação.
Onde mora o risco
Todos estão ligados a políticas do Google para editores ou às regras que os anunciantes de finanças seguem.
Títulos como empréstimo aprovado na hora ou cartão sem consulta garantido são alegações enganosas. A política de práticas enganosas cita esquemas de dinheiro fácil como exemplo.
Página de benefício que usa brasão, cores e linguagem de governo sem ser oficial esconde quem é o editor e finge um vínculo que não existe.
Recomendar um cartão porque o site ganha comissão, sem avisar, mina a confiança do leitor. Diga quando há parceria e por que o produto foi escolhido.
Pedir CPF, renda e telefone só para mostrar um artigo expõe dados pessoais. A LGPD e o GDPR exigem finalidade clara e transparência sobre quem recebe os dados.
Títulos e chamadas
Compare as duas colunas. A diferença quase sempre está na promessa.
Benefícios e governo
Conteúdo sobre programas sociais atrai muito tráfego, e por isso virou alvo de páginas que imitam o governo. A política de representação enganosa do Google proíbe esconder quem é o editor e sugerir um vínculo com uma organização que não existe.
No Google Ads, a política de documentos e serviços governamentais restringe anúncios de programas de assistência e benefícios a governos e fornecedores autorizados. Na Pesquisa, o Google acrescenta o aviso Não é um site do governo a anúncios desse tipo de quem não é certificado. Se você compra tráfego para essas páginas, a regra pesa dos dois lados.
Explicar um benefício é permitido e útil. O caminho seguro é dizer no topo que o site é independente, mandar o leitor para o canal oficial e nunca simular cadastro, consulta de saldo ou liberação de valores.
Erros comuns
Cada um tem uma correção direta, sem precisar refazer o site.
Troque aprovado na hora por como aumentar suas chances. A página precisa entregar exatamente o que o título promete.
Botões como Ver meu saldo que abrem anúncio ou oferta enganam o leitor e somam cliques inválidos.
Em temas de dinheiro, mostrar quem escreveu e revisou o texto é parte da confiança que o Google procura.
Juros e condições mudam. Data de atualização e link para a fonte oficial evitam informação errada.
Formulários de simulação costumam carregar pixels de anúncio. Para visitantes da Europa, eles só podem gravar cookies depois da escolha no banner.
A página precisa dizer quais dados o formulário coleta, para quê e com quais parceiros eles são compartilhados.
Na prática
Os títulos falavam em cartão aprovado sem consulta. Uma página sobre benefício usava o brasão oficial e um botão Consultar meu benefício que abria um formulário pedindo CPF e telefone. Os links de afiliado não tinham aviso.
Os títulos passaram a explicar requisitos e chances. A página de benefício ganhou o aviso de site independente e um link para o canal oficial. O formulário saiu, os links de parceiros ganharam aviso e a política de privacidade foi reescrita.
O conteúdo continuou atraindo quem procura crédito, mas agora o leitor sabe com quem está falando. Isso reduz o risco de violação por práticas enganosas e de representação enganosa, e deixa o site mais atraente para anunciantes de finanças que avaliam onde seus anúncios aparecem.
No ConsentMode
Pode. O conteúdo financeiro é bem-vindo quando explica, compara e orienta. O problema está em prometer aprovação, esconder custos ou fingir ser um banco ou órgão público.
Elas valem para quem anuncia. Mas, se você compra tráfego no Google Ads para suas páginas, elas se aplicam a você. E saber o que os anunciantes podem prometer ajuda a escrever títulos que não passam do ponto.
É a forma mais segura. O Google valoriza páginas que deixam claro quem está por trás do conteúdo e por que ele existe, e o aviso evita que o leitor se sinta enganado.
Pode, desde que peça só os dados necessários, explique a finalidade, informe com quem os dados serão compartilhados e respeite o consentimento antes de carregar pixels de anúncio.
Não. A auditoria mostra o que vai contra as políticas e como corrigir, mas a decisão é sempre do Google.
Biblioteca
Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:
A auditoria analisa o site como um visitante, sem alterar nada, e entrega um plano de correção por página.