Densidade de anúncios
No celular, anúncios que somam mais de 30% da altura da página principal reprovam nos Padrões Better Ads. No desktop, o limite é 50%, ou 30% quando há um vídeo fixo.
Guia · Mídia e editores
Quem vive de audiência tende a colocar mais anúncios em cada página, e é aí que o risco aparece. Este guia mostra o que o Google e os Padrões Better Ads aceitam em densidade, anúncios fixos e telas cheias, e por que conteúdo em escala e subdomínios esquecidos podem limitar a conta inteira.
O risco do editor
Um portal de notícias ou um blog grande publica dezenas de páginas por dia. Cada uma recebe banners no topo, no meio do texto, na lateral e no rodapé. Basta um modelo de página errado para o mesmo problema se repetir em milhares de URLs.
As políticas do Google para editores dizem que nenhum anúncio do Google pode aparecer em telas que não cumprem os Padrões Better Ads, que desrespeitam as políticas contra spam da Pesquisa Google ou que têm mais anúncios do que conteúdo. Ou seja: o problema não é só a posição do banner, é também a qualidade do que está em volta dele.
A boa notícia é que quase tudo se resolve no modelo do tema ou no plugin de anúncios. Corrigido no lugar certo, o ajuste vale para o site inteiro de uma vez.
Onde mais aparece aviso
Cada item vem das políticas do Google para editores e dos Padrões Better Ads.
No celular, anúncios que somam mais de 30% da altura da página principal reprovam nos Padrões Better Ads. No desktop, o limite é 50%, ou 30% quando há um vídeo fixo.
Barras que grudam na tela e ocupam muito espaço estão na lista do Better Ads tanto no desktop quanto no celular. Uma âncora pequena e fechável é o caminho seguro.
No celular, anúncio de tela cheia antes do conteúdo é reprovado pelo Better Ads. A vinheta do Google é diferente: aparece entre uma página e outra e pode ser fechada na hora.
Gerar muitas páginas com IA, cópia ou tradução automática sem acrescentar valor é abuso de conteúdo em escala nas políticas contra spam do Google.
A política de práticas enganosas proíbe atrair o leitor com pretextos falsos ou pouco claros. Título que promete o que o texto não entrega entra aqui.
Um subdomínio antigo com páginas de cassino, cópia ou spam exibindo os anúncios da sua conta responde às mesmas políticas do site principal.
Na página do artigo
Exemplos do dia a dia de uma redação que monetiza com AdSense ou Ad Manager.
Qualidade do conteúdo
As políticas contra spam do Google citam como abuso de conteúdo em escala usar IA para gerar muitas páginas sem valor para o leitor, copiar conteúdo de outros sites e passar por transformações automáticas como troca de sinônimos ou tradução, e juntar trechos de várias páginas sem acrescentar nada.
Isso não proíbe usar IA ou traduzir. O Google pergunta quem escreveu, como o texto foi feito e por que ele existe. Uma matéria traduzida, checada e com autor identificado é bem diferente de mil páginas traduzidas por robô e publicadas sem leitura.
Nos títulos, vale a regra do leitor: se ele clicar e não encontrar o que foi prometido, o título está errado. Promessas como resultado garantido, revelação chocante que nunca aparece ou falso vínculo com uma marca famosa entram em práticas enganosas e em representação enganosa.
Erros comuns
Todos aparecem com frequência em portais e blogs grandes, e todos têm conserto simples.
Telas sem conteúdo do editor, como erro e agradecimento, não podem exibir anúncios do Google. Tire os blocos desses modelos.
O AdSense só aceita identificar anúncios como Anúncios ou Links patrocinados. Títulos como Recomendados para você confundem o leitor.
Formatar o conteúdo vizinho para parecer com o anúncio, ou o anúncio para parecer conteúdo, é proibido pelas regras de posicionamento.
Anúncios empilhados no meio do texto aumentam a densidade e os cliques acidentais. Deixe conteúdo entre um bloco e outro.
Quebrar um texto curto em várias páginas com pouco conteúdo cada cria telas com mais anúncio do que conteúdo.
Ambientes de teste ou subdomínios antigos com conteúdo copiado continuam carregando a tag de anúncios e contam na revisão do Google.
Na prática
O tema colocava três banners seguidos no começo do texto, uma barra fixa alta no rodapé e um anúncio de tela cheia ao abrir o artigo. O subdomínio de um antigo parceiro ainda publicava cópias de matérias com a mesma tag de anúncios.
Os banners passaram a ficar entre parágrafos, a barra virou uma âncora pequena com botão de fechar e a tela cheia foi trocada pela vinheta entre páginas. O subdomínio do parceiro saiu do ar e a tag foi removida dele.
Nada disso exigiu reescrever artigos. A correção foi feita no modelo do tema e no plugin de anúncios, e passou a valer para todas as páginas de uma vez. Depois, uma auditoria programada confere toda semana se nenhum modelo novo trouxe o problema de volta.
No ConsentMode
O AdSense não fixa um número de blocos. O que vale é a proporção: a tela não pode ter mais anúncios do que conteúdo, e no celular a densidade não pode passar de 30% pelos Padrões Better Ads.
Pode, desde que o texto tenha valor para o leitor, seja revisado e não sirva só para multiplicar páginas. O problema é a produção em massa sem cuidado, não a ferramenta.
Sim. O risco está na tradução automática em massa, publicada sem revisão. Também vale lembrar que o conteúdo precisa estar principalmente em um idioma aceito pelo Google.
A vinheta é um formato do próprio Google que aparece entre carregamentos de página e pode ser fechada na hora. O que o Better Ads reprova no celular é a tela cheia que bloqueia o conteúdo antes de ele aparecer.
As políticas valem para toda página que exibe os anúncios da sua conta. Um subdomínio com spam pode gerar aviso e limitar anúncios, por isso vale auditar cada um.
Biblioteca
Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:
A auditoria analisa o site e os subdomínios como um visitante, sem alterar nada, e mostra exatamente o que mudar.