Abrir workspace

Guia · Sites com tráfego pago

Tráfego pago em sites com anúncios: o que o Google aceita

Comprar visitas em redes sociais ou buscadores para páginas com anúncios é permitido, mas a responsabilidade pelo tráfego é sempre de quem monetiza. Este guia mostra o que vira tráfego inválido, por que pré-landers e redirecionamentos dão problema e como montar uma página de destino que vale o clique.

  • ✓Baseado nas políticas oficiais do Google
  • ✓Páginas de destino conferidas uma a uma
  • ✓Leitura sem gerar impressões
4tipos de programa de tráfego proibidos pelo AdSense: paid-to-click, paid-to-surf, autosurf e troca de cliques
2lados do tráfego inválido para o Google: fraude intencional e clique acidental
3pop-ups: acima disso o AdSense não permite anúncios no site
30%densidade máxima de anúncios no celular pelos Padrões Better Ads

A regra de base

Comprar tráfego pode, mas a conta é sua

O AdSense diz que você pode promover o site de qualquer forma que respeite as políticas do programa. Na mesma página, lembra que o editor é o responsável final pelo tráfego que chega aos anúncios e que alguns serviços de tráfego enviam visitas artificiais, mesmo parecendo legítimos.

Para o Google, tráfego inválido inclui fraude intencional e também cliques acidentais. Robôs, ferramentas de clique automático, cliques repetidos, incentivo a clicar e posicionamentos que provocam muitos cliques sem querer entram na mesma conta.

Por isso, quem faz arbitragem precisa olhar duas coisas ao mesmo tempo: a qualidade de cada fonte de tráfego e a página que recebe o visitante. Uma fonte boa enviando para uma página ruim gera tanto risco quanto uma fonte ruim.

Onde mora o risco

Seis problemas que derrubam sites com tráfego pago

Cada item está ligado às políticas do AdSense, às políticas do Google para editores ou às regras do Google Ads.

Fonte de baixa qualidade

Programas de pagar para clicar, navegar ou trocar cliques são proibidos. Tráfego muito barato pode indicar visitas que não são reais.

Pré-lander enganosa

Tela que promete prêmio, finge verificar a conexão ou esconde o assunto real atrai o visitante com pretextos falsos.

Cadeia de redirecionamento

O AdSense proíbe redirecionar o visitante para sites que ele não quer. Mandar o celular para outro domínio é redirecionamento enganoso.

Página feita para anúncio

Telas com mais anúncios do que conteúdo não podem exibir anúncios do Google. O mercado chama esse modelo de MFA, de made for advertising.

Anúncios no topo da página

Vários banners antes do primeiro parágrafo aumentam a densidade e os cliques acidentais de quem acabou de chegar.

Campanha no Google Ads

O Google Ads reprova destinos feitos principalmente para exibir anúncios, como os de arbitragem, e destinos com conteúdo copiado.

Do anúncio à página

O que pode e o que não pode no caminho do visitante

Exemplos de campanhas em redes sociais levando a artigos com AdSense ou Ad Manager.

Pode

  • Anúncio que diz exatamente o assunto do artigo
  • Visitante cai direto no artigo, sem telas intermediárias
  • Primeiro parágrafo visível antes do primeiro banner
  • Parâmetros de campanha para separar o resultado de cada fonte
  • Pausar na hora uma fonte com comportamento estranho

Não pode

  • Tela de Você ganhou ou Verificando sua conexão antes do artigo
  • Clique que passa por três domínios antes de chegar à página
  • Artigo dividido em dez páginas com um parágrafo cada
  • Comprar visitas de redes de pagar para navegar ou trocar cliques
  • Pedir ao visitante que clique nos anúncios para ajudar o site

Página de destino

Página que vale o clique ou página feita para anúncio

O Google olha a página que recebe o visitante, não só a campanha.

Página feita para anúncio

Existe para exibir o máximo de anúncios por visita. O conteúdo é curto, copiado ou dividido para gerar mais telas.

  • Receita alta por visita no começo
  • Mais anúncios do que conteúdo na tela
  • Muitos cliques acidentais, descontados como tráfego inválido
  • Destino reprovado se a campanha for no Google Ads

Página que vale o clique

Entrega o que o anúncio prometeu, com conteúdo próprio, e coloca os banners entre o conteúdo, não na frente dele.

  • Visitante fica e navega para outras páginas
  • Menos risco de aviso e de desconto por tráfego inválido
  • Inventário mais disputado pelos anunciantes
  • Exige produzir conteúdo de verdade

Antes de comprar

Como testar uma fonte de tráfego sem colocar a conta em risco

  1. Entenda o que está comprandoPeça exemplos de sites onde a fonte exibe seus anúncios. Se o fornecedor não mostra, o Google recomenda cautela.
  2. Desconfie do preço baixo demaisPreço muito abaixo do mercado pode indicar que a visita não vem de páginas de valor ou de pessoas reais.
  3. Comece pequenoMande a fonte nova para poucas páginas antes de ampliar o orçamento.
  4. Separe por fonteUse o Analytics ou canais personalizados nos blocos de anúncio para ver o comportamento de cada fonte.
  5. Desligue sem esperarSe a fonte tiver comportamento estranho, o Google recomenda pausar ou encerrar na hora.

Na prática

Uma operação de arbitragem que limpou o caminho

Antes

As campanhas em redes sociais levavam a uma pré-lander com a frase Verificando seu acesso, que redirecionava para outro domínio. Lá, o artigo estava dividido em oito páginas, com três banners antes do primeiro parágrafo.

Depois

A pré-lander e o redirecionamento saíram. O anúncio passou a levar direto ao artigo, publicado inteiro em uma página, com o primeiro banner depois do segundo parágrafo. Cada fonte ganhou parâmetros próprios e uma delas foi desligada.

A receita por visita deixou de depender de cliques acidentais, que o Google desconta como tráfego inválido. O caminho do visitante ficou simples de explicar em uma revisão de política, e cada fonte passou a ser medida separadamente.

No ConsentMode

O que a auditoria confere em sites com tráfego pago

  • Abre as páginas de destino das campanhas e mostra o que o visitante vê ao chegar
  • Detecta telas falsas de verificação, prêmios e pré-landers antes do conteúdo
  • Segue redirecionamentos e aponta os que mandam o visitante para outro domínio
  • Mede a densidade de anúncios na primeira tela e no resto da página
  • Bloqueia os pedidos de anúncio para não gerar nenhuma impressão na sua conta

Perguntas frequentes sobre tráfego pago

O Google proíbe comprar tráfego para páginas com AdSense?

Não. É permitido promover o site desde que as políticas sejam respeitadas. Mas o editor responde pelo tráfego que chega aos anúncios, inclusive o enviado por terceiros.

Arbitragem é proibida?

A compra de tráfego em si não é. O que gera problema é a página de destino com mais anúncios do que conteúdo, conteúdo copiado, pré-landers enganosas e fontes de baixa qualidade. No Google Ads, destinos feitos principalmente para exibir anúncios são reprovados.

Como sei se uma fonte está mandando tráfego inválido?

Separe cada fonte com parâmetros de campanha e canais de anúncio, compare o comportamento e desligue a que fugir do padrão. O Google não divulga listas de fontes ruins.

Posso usar pré-lander?

Uma página intermediária só se justifica se entrega algo útil. Telas que fingem verificação, prometem prêmios ou escondem o assunto real são práticas enganosas.

A auditoria do ConsentMode gera cliques ou impressões?

Não. Ela lê as páginas como um visitante, bloqueia os pedidos de anúncio e nunca clica em nada que gere receita.

Biblioteca

Fontes oficiais

Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:

Confira suas páginas de destino antes de investir mais

A auditoria lê cada página como um visitante que chegou pela campanha, sem gerar impressões, e mostra o que mudar.

Auditar minhas páginas