Fonte de baixa qualidade
Programas de pagar para clicar, navegar ou trocar cliques são proibidos. Tráfego muito barato pode indicar visitas que não são reais.
Guia · Sites com tráfego pago
Comprar visitas em redes sociais ou buscadores para páginas com anúncios é permitido, mas a responsabilidade pelo tráfego é sempre de quem monetiza. Este guia mostra o que vira tráfego inválido, por que pré-landers e redirecionamentos dão problema e como montar uma página de destino que vale o clique.
A regra de base
O AdSense diz que você pode promover o site de qualquer forma que respeite as políticas do programa. Na mesma página, lembra que o editor é o responsável final pelo tráfego que chega aos anúncios e que alguns serviços de tráfego enviam visitas artificiais, mesmo parecendo legítimos.
Para o Google, tráfego inválido inclui fraude intencional e também cliques acidentais. Robôs, ferramentas de clique automático, cliques repetidos, incentivo a clicar e posicionamentos que provocam muitos cliques sem querer entram na mesma conta.
Por isso, quem faz arbitragem precisa olhar duas coisas ao mesmo tempo: a qualidade de cada fonte de tráfego e a página que recebe o visitante. Uma fonte boa enviando para uma página ruim gera tanto risco quanto uma fonte ruim.
Onde mora o risco
Cada item está ligado às políticas do AdSense, às políticas do Google para editores ou às regras do Google Ads.
Programas de pagar para clicar, navegar ou trocar cliques são proibidos. Tráfego muito barato pode indicar visitas que não são reais.
Tela que promete prêmio, finge verificar a conexão ou esconde o assunto real atrai o visitante com pretextos falsos.
O AdSense proíbe redirecionar o visitante para sites que ele não quer. Mandar o celular para outro domínio é redirecionamento enganoso.
Telas com mais anúncios do que conteúdo não podem exibir anúncios do Google. O mercado chama esse modelo de MFA, de made for advertising.
Vários banners antes do primeiro parágrafo aumentam a densidade e os cliques acidentais de quem acabou de chegar.
O Google Ads reprova destinos feitos principalmente para exibir anúncios, como os de arbitragem, e destinos com conteúdo copiado.
Do anúncio à página
Exemplos de campanhas em redes sociais levando a artigos com AdSense ou Ad Manager.
Página de destino
O Google olha a página que recebe o visitante, não só a campanha.
Existe para exibir o máximo de anúncios por visita. O conteúdo é curto, copiado ou dividido para gerar mais telas.
Entrega o que o anúncio prometeu, com conteúdo próprio, e coloca os banners entre o conteúdo, não na frente dele.
Antes de comprar
Na prática
As campanhas em redes sociais levavam a uma pré-lander com a frase Verificando seu acesso, que redirecionava para outro domínio. Lá, o artigo estava dividido em oito páginas, com três banners antes do primeiro parágrafo.
A pré-lander e o redirecionamento saíram. O anúncio passou a levar direto ao artigo, publicado inteiro em uma página, com o primeiro banner depois do segundo parágrafo. Cada fonte ganhou parâmetros próprios e uma delas foi desligada.
A receita por visita deixou de depender de cliques acidentais, que o Google desconta como tráfego inválido. O caminho do visitante ficou simples de explicar em uma revisão de política, e cada fonte passou a ser medida separadamente.
No ConsentMode
Não. É permitido promover o site desde que as políticas sejam respeitadas. Mas o editor responde pelo tráfego que chega aos anúncios, inclusive o enviado por terceiros.
A compra de tráfego em si não é. O que gera problema é a página de destino com mais anúncios do que conteúdo, conteúdo copiado, pré-landers enganosas e fontes de baixa qualidade. No Google Ads, destinos feitos principalmente para exibir anúncios são reprovados.
Separe cada fonte com parâmetros de campanha e canais de anúncio, compare o comportamento e desligue a que fugir do padrão. O Google não divulga listas de fontes ruins.
Uma página intermediária só se justifica se entrega algo útil. Telas que fingem verificação, prometem prêmios ou escondem o assunto real são práticas enganosas.
Não. Ela lê as páginas como um visitante, bloqueia os pedidos de anúncio e nunca clica em nada que gere receita.
Biblioteca
Este guia foi escrito a partir destas páginas oficiais. Leia direto na fonte:
A auditoria lê cada página como um visitante que chegou pela campanha, sem gerar impressões, e mostra o que mudar.